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Izabel Maria Bezerra dos Santos

Izabel Maria Bezerra dos Santos
Publicado dia 10 de fev de 2020 às 15:23

Lista: conheça mais sobre os peixes na Amazônia nesta lista de curiosidades

Os peixes podem se afogar? Peixe sente frio? Essas e outras perguntas estão respondidas na nossa lista de curiosidades sobre peixes

Lista: conheça mais sobre os peixes na Amazônia nesta lista de curiosidades

O tambaqui (na foto) é um dos peixes mais estudados da Amazônia. Foto: Reprodução/wikipedia.org


O animal mais estudado no Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (Leem) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) é o peixe. Pensando nisso, a coordenadora de pesquisas do Grupo de Peixes da Amazônia, Vera Almeida-Val, e a estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biologia de Água Doce e Pesca Interior (PPG BADPI), Susana Braz-Mota, criaram uma lista de curiosidades sobre peixes. Essa lista não se encerra aqui, se você quiser sugerir mais alguma curiosidade, entre em contato com a gente através das redes sociais. Quem sabe a sua pergunta não seja respondida aqui?


Os peixes são inteligentes e fogem quando encontram óleo na água?

Não! As espécies de peixe possuem tolerância variada à toxicidade na água. Isso quer dizer que alguns podem suportar mais e outros menos a poluição provocada por substâncias estranhas na água. Mas eles não vão fugir ao encontrá-las, pois a água é o meio onde esses animais vivem. Um aspecto importante sobre o assunto é que a contaminação dos corpos hídricos não se limita ao esgoto ou petróleo. Não adianta removê-los da água, pois eles sofrem modificações e se transformam em substâncias ainda mais tóxicas  e permanecem na água. 

Os peixes dormem?

Siiiiiim! Mas o sono deles é diferente do nosso e de outros animais. Neles, o sono é caracterizado por um estado de repouso para descansar e repor energias. Quando fica parado, quietinho, é possível que ele esteja dormindo.

Os peixes fazem xixi e cocô?

Como todos os animais, sim! Eles fazem xixi e cocô excretando amônia pelas brânquias. Além disso, excretam outras substâncias tóxicas que o organismo deles produz e que absorvem da água. O cocô sai pelo orifício anal, pois eles têm intestinos como todos os animais ósseos. Em vida livre, esses resíduos viram comida para outros seres vivos que compartilham o ambiente com os peixes.

Os peixes sentem frio?

Sentem, mas não como as pessoas. Eles não tremem de frio e se aquecem como nós. A temperatura do corpo dos peixes varia de acordo com a temperatura da água onde eles estão. Os peixes também possuem a capacidade de se adaptar à variação de temperatura da água, mas isso acontece bem devagar. Se a mudança for brusca, pode levar o animal à morte.

Os peixes morrem afogados?

Não necessariamente! Na verdade, eles morrem sem oxigênio. Como? Preste atenção: na Amazônia, por exemplo, alguns peixes como o jeju e o pirarucu têm respiração aérea, porque desenvolveram uma adaptação em sua bexiga natatória para fazer trocas gasosas.  Por isso eles vão à superfície da água "pegar um pouquinho de ar" e voltam a mergulhar. A maioria dos peixes respira pelas brânquias, também chamadas de guelras, um órgão localizado na lateral da cabeça do animal, que retira o oxigênio da água para que seja absorvido pelo sangue e levado às células posteriormente, e é por onde ele elimina gás carbônico. Também existem espécies de peixes chamadas de pulmonados, que são peixes que desenvolveram pulmão verdadeiro e respiram ar. Esses são considerados um elo entre os peixes e os anfíbios pois além dos pulmões, as nadadeiras deles são "lobadas", ou seja, parecem o início de uma estrutura para se locomover em terra. No mar, temos mamíferos como o golfinho e a baleia, mas eles não são peixes, são mamíferos aquáticos, e respiram ar como todos os mamíferos. Na Amazônia esses mamíferos são o peixe-boi e os botos.

Os peixes-elétricos podem matar?

Podem! Cuidado! O poraquê (Electrophorus electricus), encontrado no rio Amazonas, tem a capacidade de produzir uma descarga elétrica de até 500 volts, o bastante para matar um homem adulto. Um dos riscos mais comuns é de ele encostar em uma canoa de alumínio.