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Rayanne Azevedo

Rayanne Azevedo
Publicado dia 25 de mar de 2019 às 10:28

Derek Campos defende sua tese de doutorado pelo Programa BADPI com apoio do INCT ADAPTA

A defesa ocorreu no dia 08 de março.

Derek Campos defende sua tese de doutorado pelo Programa BADPI com apoio do INCT ADAPTA

 Na última sexta-feira, 8 de março, o pesquisador Derek Campos defendeu sua tese de doutorado no auditório do Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM/ADAPTA). O título de sua dissertação foi: “Os peixes amazônicos vivem perto dos seus limites térmicos? O efeito das mudanças climáticas sobre o metabolismo de peixes de igarapé da Amazônia central".

 

Campos faz parte do Projeto ADAPTA coordenado pelo pesquisador Adalberto Val e foi orientado pela pesquisadora Vera Almeida-Val, que comentou o trabalho de pesquisa: “O INCT ADAPTA é um projeto que nos permite explorar o universo aquático e as adaptações que os organismos têm para responder a mudanças no ambiente, sejam naturais ou artificiais (provocadas pelo homem). Atualmente, as intempéries provocadas pelo aquecimento global em curso são mais um desafio que os animais aquáticos têm que enfrentar”.

A banca avaliadora da defesa foi constituída pelos doutores Rui Rosa da Universidade de Lisboa (via Skype), Isabelle Cordeiro da UFAM, Adalberto Luis Val, Sidneia Amadio e Efrem Ferreira do INPA.

O pesquisador investigou a capacidade de adaptação de espécies que vivem em um ambiente térmico homogêneo. Os resultados mostraram que esses animais possuem pouca habilidade adaptativa para um eventual cenário climático extremo, como previsto pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) para o ano 2100. 

Derek Campos ressaltou que “a espécie Hyphessobrychon melazonatus (Characidae) é a que apresenta as maiores alterações fisiológicas reduzindo sua sobrevivência e sua margem de segurança térmica. Ainda, observei que a espécie Pyrrhullina brevis, quando aclimatada por 180 dias no cenário extremo em salas climáticas que reproduzem os cenários ambientais previstos para o ano 2100, apresenta aumento dos danos celulares e redução de seu tamanho mostrando, pela primeira vez, uma ligação entre o estresse oxidativo e a redução da massa corporal em altas temperaturas”, relatou Campos. 

Após sua tese ser qualificada e atingir o nível de doutor, Campos também falou sobre como seu trabalho é um dos instrumentos de avanço dentro do ADAPTA e em como essa colaboração contribui com o conhecimento da Biologia de peixes da Amazônia: “Este trabalho contribui, dentro do projeto ADAPTA, para o entendimento dos mecanismos de adaptação das espécies amazônicas frente as alterações climáticas e contribui com informações que podem ser utilizadas em programas de conservação, bem como dos processos fisiológicos da adaptação térmica”, conclui. 

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Derek Campos, sua orientadora Vera Almeida-Val e os integrantes da banca: Adalberto Val, Sidneia Amadio, Isabelle Cordeiro e Efrem Ferreira.